Em um país onde mais da metade dos cidadãos admite não compreender termos básicos de finanças, tornar-se protagonista de sua jornada econômica é fundamental. Este guia oferece insights e estratégias para usar o cartão de crédito com segurança, evitando dívidas e potencializando benefícios.
Nos últimos anos, o Brasil viu oscilar o número de iniciativas de educação financeira: de 526 projetos em 2017, caiu-se para 317 em 2013 e, em 2024, registram-se 229 ações ativas. Ainda assim, houve crescimento do alcance geográfico e profissionalização dessas atividades.
Em 2024, 29% das iniciativas atingiram mais de 10 mil pessoas, contra apenas 9,3% em 2017. São 74% de programas gratuitos, 43% financiados por recursos privados, e 55% direcionados a pessoas físicas, mostrando um esforço para garantir democracia de acesso ao aprendizado.
Fintechs e “finfluencers” impulsionaram o tema: perfis especializados somam 208 milhões de seguidores, refletindo o apetite por conhecimento financeiro. No entanto, 55% da população declara entender pouco ou nada sobre o assunto, evidenciando a necessidade de expandir iniciativas.
Projetos de lei tramitam no Senado para incluir educação financeira no currículo básico. Em Minas Gerais, a disciplina transversal já alcança cerca de 175 mil alunos em 2025, promovendo noções de orçamento, poupança e planejamento desde cedo.
Incorporar conceitos financeiros desde a infância é estratégico para prevenir endividamento e falta de poupança na vida adulta. Escolas tornam-se espaços-chave para formar cidadãos críticos e conscientes de suas escolhas monetárias.
Hoje, 40% dos brasileiros com mais de 15 anos possuem cartão de crédito, ante 27% em 2017. Em junho de 2022, havia 190,8 milhões de plásticos ativos para 107,4 milhões de pessoas na população economicamente ativa.
Mais da metade dos usuários (52%) têm três ou mais cartões, motivados pela busca de limites maiores. O perfil varia: 36% se classificam como “Consumidores Conscientes”, usando o cartão para organizar o orçamento, enquanto 19% são “Gestores Básicos”, reservando o crédito para despesas essenciais.
Quando bem administrado, o cartão de crédito vai muito além de um meio de pagamento.
Ignorar boas práticas pode resultar em consequências sérias para o bolso e a saúde mental.
Adotar uma postura proativa e informada faz toda a diferença.
Seguir orientações simples pode prevenir surpresas desagradáveis.
O avanço das fintechs e bancos digitais facilita o acesso ao crédito, mas também expõe jovens e adultos a riscos de inadimplência crescente.
Políticas públicas e ações do setor privado precisam caminhar juntas para ampliar a educação financeira, promovendo inclusão e cidadania. A meta é que cada brasileiro desenvolva consciência crítica sobre seu consumo e utilize o cartão como ferramenta de construção de patrimônio.
Referências